quarta-feira, 10 de novembro de 2010

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Etiqueta. A palavra assusta. Falar em etiqueta é trazer imagens do salão dos espelhos ao tempo de Luís XIV ou de complicados jantares de trutas cobertas com pepino como nos mostrou Sofia Copolla no seu “Marie Antoinette”. Um batalhão de pratos, copos, talheres, toalhas e guardanapos de pano servidos em conjunto com mãos estendidas, prioridades definidas e muitas vénias. Se um dia isto foi a etiqueta, hoje vai ver que já não é.

A etiqueta existe para nos servir e não, como tantos pensam, para nos escravizar. Não é um sinal de elitismo, de superioridade ou mesmo de superficialidade. É um saber que serve para nos facilitar a vida e torná-la muito mais agradável. E como qualquer saber também a etiqueta cresce, evolui e adapta-se. Se algumas coisas se mantêm iguais há cem anos atrás outras foram obrigadas pelo tempo a mudar e a tornarem-se mais capazes para o ritmo de vida que hoje levamos. Consegue imaginar uma mãe de dois filhos que trabalha num escritório e que depois de um dia de trabalho, de ir buscar os miúdos ao infantário, dar-lhes banho, dar-lhes de comer e deitá-los ainda tem vontade, bem mais que tempo, de ir limpar as pratas e escolher as flores para o jantar que vai dar no dia seguinte?

Etiqueta Burguesa é um olhar da etiqueta para os dias de hoje e para as pessoas de hoje. Aqui não esquecemos os empregos, os horários, as viagens de transporte, os infantários dos filhos, a roupa para passar… Aqui mostramos-lhe que mesmo com tudo isto pode encontrar soluções novas para adaptar a velha etiqueta aos novos dias e que sem um batalhão de empregados ou muito esforço e tempo a sua vida pode conhecer a elegância de outros tempos.

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